Mobile first index: novas regras Google de ranqueamento

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Em março deste ano o Google anunciou oficialmente as mudanças no formato de indexação da plataforma, chamado de Mobile first index. O anúncio, já especulado desde 2016, foi baseado nos números de acessos por dispositivos mobile, que hoje ultrapassaram os de acesso por desktop, configurando alterações na classificação dos sites por meio das buscas orgânicas.

A partir de agora, a atenção deve ser redobrada em relação ao conteúdo acessível para os dispositivos móveis, levando em consideração a experiência do usuário e as boas práticas de ranqueamento. Confira neste artigo sobre o que devemos ter mais atenção a partir de agora:

Indexação: entenda melhor

Indexar, de forma literal, significa uma ação de listar ou organizar em forma de índice. A mesma lógica vale para o indexação do Google, que insere à própria listagem cada nova página criada na web. Um exemplo: Imagine uma biblioteca. Toda nova obra inserida no acervo irá ocupar um lugar nas estantes, que estão organizadas por temáticas, autores ou outros critérios. O mesmo acontece nas buscas do Google, que utiliza da indexação para que cada site consiga ser inserido e encontrado por meio do buscador.

Mas você pode estar se perguntando: se todo site é indexado, isso significa que ele irá aparecer na primeira página das buscas? Depende! Para que um site esteja bem ranqueado nas buscas, ou seja, apareça nas primeiras páginas, é necessário utilizar estratégias de marketing digital conhecidas como SEO, que basicamente irão otimizar o seu site para ser encontrado de forma orgânica nas pesquisas, utilizando as boas práticas consideradas pelo próprio Google. Mais pra frente, você vai entender melhor sobre elas!

Mobile X desktop: quais são as diferenças

O acesso desktop nada mais é do que os acessos por meio de computadores. Já os acessos mobile, são os vindos de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Mas, quando o assunto é o formato de site para esses diferentes tipos de navegação, existem algumas diferenças importantes que você saber para escolher a melhor opção para seu negócio.

Todo conteúdo de site necessita ser adaptado para dispositivos móveis. Isso porque os computadores e smartphones possuem tamanhos e proporções diferentes de telas, que acabam desconfigurando funções ou dificultando a navegação. Para a empresa que não possui especificamente um site mobile, ou seja, compatível com as telas de smartphones, existem duas formas de fazer a adaptação: por meio de um site responsivo ou m. (url separada).

Os sites responsivos são projetados para adaptação a qualquer tipo de tela ou dispositivo acessado, sem distorções. Isso inclui mudanças na disposição das informações e na aparência das páginas. Já os conhecidos como sites “m.” ou “URL separada”, como o próprio nome indica, criam uma outra URL equivalente (m.dominio.com.br), como se fosse um outro site, que exibe o mesmo conteúdo, só que otimizado. Ou seja, a configuração reconhece o dispositivo que o usuário está utilizando e o direciona para a página apropriada.

Mobile first index: o que mudou

Antigamente, os sistemas de rastreamento, indexação e classificação do Google usavam a versão para desktop/computador de um site para captar todas as informações. Agora, com as mudanças na forma como os usuários fazem as buscas, em sua maioria, por dispositivos móveis, o critério mudou.

Nas palavras do Google, o mobile first index “significa que usaremos a versão para celular do site para indexação e classificação, para melhor ajudar nossos usuários – principalmente usuários móveis – a encontrar o que procuram”. Ou seja, o mobile first index tem como objetivo unificar os índices desktop e mobile, porém a partir de agora as páginas serão classificadas com base em suas versões mobile.

O ideal é que os sites tornem seu conteúdo compatível com dispositivos móveis, seja utilizando o formato responsivo ou criando URL própria para mobile, afinal, o Google usará predominantemente a versão para celular do site nos critérios de indexação e classificação.

Boas práticas: novos critérios do mobile first index

A partir de julho de 2018, quando as mudanças começam a valer,  a velocidade da página, que antes não era uma condição oficial entre as boas práticas de ranqueamento, passa a ser fator de classificação para pesquisas em dispositivos móveis. Dessa forma, o tempo de carregamento do site na versão mobile também passa a ser uma das prioridade.

Além disso, a versão do site para mobile, seja responsivo ou m., deve conter o mesmo conteúdo do site para computador, afinal, a partir de agora, o que passa a ser prioridade é a versão para celular. Em outras palavras, não se deve ocultar conteúdo do Google na versão mobile, o que inclui a inserção de textos, imagens e vídeos em formatos compatíveis.

Por último, os metadados como title, headings tags, descriptions, canonicals e dados estruturados devem estar presentes em ambas as versões do seu site. Estes elementos são invisíveis para os usuários, mas de extrema relevância para que as ferramentas de pesquisa identifiquem as informações sobre o seu site.

Teve alguma dúvida sobre as novas regras de indexação do Google? Escreve pra gente nos comentários!

Por: Anelisse Cota Goulart 

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